sexta-feira, 14 de abril de 2017

sábado, 25 de março de 2017

Fraturas por Stresse.



As fraturas de stress, que outrora eram quase que exclusividade de atletas de alta “performance” e militares têm se tornado lesões cada vez mais comuns entre esportistas.  O que se têm observado nas clínicas de medicina esportiva é que esportes como o Triatlhon, corrida de montanha, maratona, ultra-maratona e demais esportes de endurance, fazendo com que o atleta ultrapasse a resistência fisio-histológica do osso e também por esgotamento muscular (esforço excessivo) com a falta de absorção de impactos acumulativos. Invariavelmente, os músculos fadigados transferem a sobrecarga do stress para o osso ocorrendo a fratura por stress.

A participação feminina em atividades atléticas cresceu enormemente neste último quarto de século. Hoje, as mulheres constituem mais de 40% de todos os corredores de rua. Essa participação aumentada resultou em uma incidência maior de lesões por overuse. As fraturas por estresse são lesões por overuse comuns observadas em corredores do sexo feminino e masculino. Essas lesões afetam atletas em uma ampla variedade de atividades esportivas. Estudos têm mostrado resultados que indicam que as mulheres têm mais fraturas por stress do que os homens. Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como “a tríade da atleta feminina”:

desordem alimentar (bulimia ou anorexia);

amenorréia (ciclo menstrual ausente);

osteoporose.


Quando a massa óssea da mulher diminui, aumentam as chances de ocorrer uma fratura por stress.

Mas, afinal, o que é fratura por stress?

As fraturas por stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de impacto. Esse esforço físico repetitivo aumenta as solicitações ósseas, que quando ultrapassam a resistência normal, ocorre a substituição da deformação elástica pela deformação plástica, isto é, não há retorno à situação anterior e, caso as exigências continuem, instalam-se microfraturas, prevalecendo então a reabsorção óssea. Nesta fase da evolução, tem-se uma alteração fisiológica, a fratura, no entanto sem aparente comprometimento anatômico).

Por que acontecem?

As fraturas de estresse podem se originar de um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (essa é a  principal causa.).

Para cada milha que um corredor percorre, mais de 110 toneladas da força devem ser absorvidas pelos pés. Os ossos não são feitos para absorver muita energia e os músculos agem como absorventes de choque adicionais. Mas, quando os músculos se tornam cansados e param de absorver a maioria da energia, as quantidades mais altas de choque vão para os ossos.

O osso envolvido é submetido a uma carga excessiva sem o devido respeito aos princípios de progressão e repouso, e inicia-se uma fratura da parte mais interna do osso (trabéculas ósseas), que pode, se não tratado, progredir para uma fratura completa (incluindo a cortical).

O que se sente?

A fratura por stress tem geralmente uma lista estreita dos sintomas:

uma área generalizada de dor no membro acometido,

enfraquecimento e dor ao pisar (carga);

edema e equimose (roxo) são raros.



Como o médico faz o diagnostico?

Em geral, o raio X em geral é normal. 80% das fraturas de estresse não são evidentes nas radiografias, salvo nas fases tardias, onde tanto o traço de fraturas, quanto o calo ósseo podem aparecer.

São necessários para confirmação diagnóstica os métodos como ressonância magnética (RM- figura 1) ou cintilografia óssea, que apresentam uma boa sensibilidade. A cintilografia óssea detecta a fase inicial da patologia, cerca de 95% dos casos em menos de 24h da lesão.

Embora a maioria destas lesões sejam resolvidas com tratamento conservador simples, ou seja, não-cirúrgico, uma corredora com uma fratura por estresse pode perder performance por estar afastada do esporte. Em casos raros, estas lesões podem ser mais graves e necessitam de intervenção cirúrgica, que podem ameaçar a carreira desta atleta.

Embora a etiologia, o diagnóstico, e tratamento de fraturas por estresse sejam semelhantes em mulheres e homens, há questões específicas que afetam o sexo feminino, principalmente sua incidência que, segundo alguns autores, pode chegar a ser até 15 vezes mais frequente que no sexo masculino, principalmente em corredoras iniciantes.

As fraturas por estresse mais comumente afetam a extremidade inferior, sendo a tíbia o local mais afetado em ambos os sexos. Porem, nota-se maior prevalecia de fraturas por estresse do colo do fêmur, metatarsos, e da pelve em mulheres do que em homens.

(figura 1)- Ft estresse da tíbia. As setas em vermelho mostram a área de micro-fraturas

(figura 2): exemplos de ft estresse. Na seta azul, uma fratura de estresse a tíbia e, na vermelha na base do 2.o metatarseano.


Como se trata?

O tratamento é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória.

Nas fraturas severas por stress, a cirurgia pode ser necessária para adequada readaptação e redução anatômica apropriada. O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação feita numa média de seis meses.

Havendo melhoria de sintomas, passa-se a fase preventiva, incluindo:

1- Calçado adequado: com bom amortecimento e o descanso apropriado podem evitar este tipo de lesão.

2. Treinamento da força de músculo para ajudar dissipar as forças excessivas transmitidas aos ossos. Em alguns casos, um estimulador eletrônico pode ser usado. Eletromagnética estimula o osso fazendo com que o osso coloque para fora mais energia, fortalecendo-o.

3. Aumento lento de  qualquer atividade esportiva nova. Por exemplo, não comece a correr sete/ oito quilômetros por dia. Corra em dias alternados e distância pequena.

Intensidade e aumento do treino recomenda-se um acréscimo de até 10% semanal. Isto permite que os ossos se adaptem ao stress adicionado assim podendo suportar no futuro quantidades maiores de stress;

4. Alongamentos ajudam também a construir mais força muscular nos pés;

Aumentar a ingesta de cálcio e da vitamina D, dependendo do indivíduo;

Também é importante monitorar a alimentação, porque a nutrição tem papel vital no desenvolvimento do osso. Determinados indivíduos têm maior risco de osteoporose.

Fonte: http://adrianoleonardi.com.br/fraturas-de-estresse/

segunda-feira, 6 de março de 2017

Tendinite do calcâneo ( Tendinite do tendão de Aquiles).


Tendinite do Calcâneo (Lesão no Tendão de Aquiles) Orientações Médicas / Ortopedia

O que é a tendinite do calcâneo (lesão do tendão de Aquiles)?
O Tendão Calcâneo, antes conhecido por tendão de Aquiles, é uma faixa de tecido que conecta o osso do calcanhar ao músculo da panturrilha. Esse tendão é o mais potente do corpo humano.

A lesão ao tendão pode causar inflamação ou ruptura.

Tendinite de Calcâneo é o termo usado quando o tendão fica inflamado, isso causa dor na parte posterior da perna, perto do calcanhar.

O rompimento do tendão é chamado ruptura e também causa dor perto do calcanhar.


Como ocorre ?

Tendinite de Calcâneo pode ser causada por:

• Uso excessivo do tendão Calcâneo.

• Tensão dos músculos da panturrilha ou do tendão Calcâneo.

• Aumento da quantidade ou da intensidade de treinos esportivos.

• Retorno intenso dos treinos após um período de folga.

• Treino de corrida em subida.

• Alteração de local ou acessórios no treino.

• Pronação excessiva, um problema onde os pés rodam para dentro e achatam-se mais que o normal.

• Usar sapatos de salto alto para trabalhar e trocá-los por sapatos com salto baixo para exercitar-se.

O tendão calcâneo pode romper-se durante atividades repentinas. Por exemplo: O tendão pode romper-se no salto ou no início de uma corrida em alta velocidade.


Quais são os sintomas ?

A tendinite do Calcâneo causa dor e pode causar edema no tendão. A dor será mais intensa após o exercício ao levantar os dedos do pé e ao alongar o tendão.

Ao acordar é comum sentir rigidez na região do tendão. A amplitude de movimento do tornozelo poder á ficar limitada.

Quando o tendão se rompe, é normal ouvir e sentir um estalo. Nos casos de ruptura completa, será impossível levantar o calcanhar do chão e apontar com os dedos do pé para baixo.


Como é diagnosticada?

O médico examinará a perna, procurando por sensibilidade e por edema. Ele olhará os pés enquanto o paciente caminha ou corre, para perceber se existe excesso de pronação.



Como é tratada ?

• Aplicação de compressas de gelo sobre o calcanhar por 8 minutos, seguidos de 3 minutos sem gelo, repetindo até completar o ciclo total de 30 minutos, por 3 ou 4 dias ou até que a dor desapareça.

• Elevação da perna sobre um travesseiro, quando estiver deitado.

• Uso de medicamentos antiinflamatórios, prescritos pelo médico.

• Uso de suplemento nos sapatos para levantar os calcanhares, se prescrito pelo médico. A suspensão previne alongamento adicional do tendão Calcâneo.

• Fisioterapia.

• Em casos severos de tendinite de Calcâneo, pode ser necessário o uso de aparelho gessado por algumas semanas.

• A ruptura do tendão pode necessitar de cirurgia ou apenas do aparelho gessado por até 10 semanas.

Durante a recuperação o esporte ou atividade, praticados anteriormente, podem precisar ser substituídas por outras que não piorem a condição. Por exemplo: Nadar ao invés de correr.


Quando retornar ao esporte à atividade ?

O objetivo da reabilitação é que o retorno do paciente ao esporte ou à atividade aconteça o mais breve e seguramente possível. O retorno precoce poderá agravar a lesão, o que pode levar a um dano permanente.

Todos se recuperam de lesões em velocidades diferentes e, por isso, para retornar ao esporte ou à atividade, não existe um tempo exato, mas quanto antes o médico for consultado, melhor.

O retorno ao esporte acontecerá, seguramente, quando o paciente:

• Possuir total alcance de movimento da perna lesionada, em comparação a não lesionada.

• Possuir total força da perna lesionada, em comparação a não lesionada.

• Correr em linha reta, sem sentir dor ou mancar.

• Correr a toda velocidade em linha reta, sem sentir dor ou mancar.

• Fazer viradas bruscas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.

• Fazer o “8” com 18 metros, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.

• Fazer viradas bruscas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a total velocidade.

• Fazer o “8” com 9 metros, inicialmente a meia velocidade e posteriormente a total velocidade.

• Pular com ambas as pernas e depois somente com a perna lesionada, sem sentir dor.


Como preveni-la ?

A melhor maneira de prevenir essa lesão é fazendo um bom alongamento dos músculos das panturrilhas e tendões Calcâneos antes e depois do exercício.

Quando esses tendões ou esses músculos estão tensos, deve-se fazer o alongamento duas vezes ao dia.

Se houver tendência a desenvolver tendinite no local, deve-se evitar exagerar nas corridas ascendentes (em subida).
Exercícios de reabilitação para a Tendinite do Calcâneo:

*** Atenção, cuidado ! Sempre faça os seus exercícios acompanhado por um profissional

Os exercícios a seguir são apenas um guia de tratamento básico, por isso o paciente deve fazer a reabilitação acompanhado de um fisioterapeuta, para que o programa seja personalizado.

A fisioterapia conta com muitas técnicas e aparelhos para atingir os objetivos, como: analgesia, fortalecimento muscular, manutenção ou ganho da amplitude de movimento de uma articulação, etc, e por isso, o tratamento não deve ser feito sem a supervisão de um profissional.

1 - Alongamento Com a Toalha:

Sentar sobre uma superfície firme, com a perna lesionada estendida à frente do corpo.

Laçar o pé com uma toalha e puxá-la, suavemente, em direção ao corpo, mantendo os joelhos estendidos.

Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.

Para um bom alongamento, é necessário sentir, apenas, um desconforto, não devendo permitir uma dor aguda.

Quando esse alongamento for muito fácil, deve-se iniciar o alongamento da panturrilha em pé.


2 - Alongamento em Pé da Panturrilha:

Ficar de pé, com os braços estendidos para frente e as mãos espalmadas e apoiadas em uma parede na altura do peito.

A perna do lado lesionado deve estar, aproximadamente, 40 cm atrás da perna do lado são.

Manter o lado lesionado estendido, com o calcanhar no chão, e inclinar-se contra a parede.

Flexionar o joelho da frente até sentir o alongamento da parte de trás do músculo da panturrilha, do lado lesionado.

Manter essa posição de 30 a 60 segundos e repetir 3 vezes.


3 - Alongamento do Músculo Soleo:
Em pé, de frente para parede com as mãos na altura do peito, com os joelhos levemente dobrados e o pé lesionado para trás, gentilmente apoiar na parede até sentir alongar a parte inferior da panturrilha.

Virar o pé lesionado levemente para dentro e manter o calcanhar no chão.

Manter essa posição por 30 segundos e repetir 3 vezes.


4 - Alongamento da Aponevrose Plantar:

Em pé, com o ante pé lesionado na borda de um degrau e o médio pé e calcanhar sem apoiar em nada, tentar alcançar o fundo do degrau com o calcanhar até sentir o alongamento do arco do pé.

Manter por 30 segundos.

Relaxar e repetir 3 vezes.


5 - Elevação Dos Dedos do Pé:

Tirar os dedos do chão.

No início pode-se balançar para trás sobre os calcanhares, de maneira que os dedos dos pés saiam do chão, para facilitar o exercício.

Manter essa posição por 5 segundos e fazer 3 séries de 10.


6 - Elevação Dos Calcanhares:

Segurar em uma cadeira e suspender o corpo sobre os dedos dos pés, tirando os calcanhares do chão, ficando nas pontas dos pés.

Manter esta posição por 3 segundos e, lentamente, voltar à posição inicial.

Repetir 10 vezes e fazer 3 séries.

À medida que o exercício ficar fácil, levantar, apenas, o lado lesionado.



7 - Equilíbrio Sobre Uma Perna:

Ficar em pé, sem apoiar em nada e tentar equilibrar-se sobre a perna lesionada. Não deixar que o arco do pé aplaine-se, nem que os dedos do pé se dobrem.

Começar com os olhos abertos e, posteriormente, tentar fazer o exercício com os olhos fechados.

Manter a posição sobre uma única perna por 30 segundos.

Repetir 3 vezes.



segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

FISIOTERAPIA - TRATAMENTO LESÃO DO MANGUITO ROTADOR.

A articulação do ombro é uma das mais complexas do corpo humano e o ombro é o membro mais movimentado durante todo o dia. Por isso as lesões são frequentes, sendo a mais comum a do manguito rotador.

O manguito rotador é um grupo de quatro músculos:

- Supraespinhoso;

- Infraespinhoso;

- Redondo menor;

- Subescapular.

Esses músculos cobrem todas as partes da cabeça do ombro, o úmero. Eles têm como função fazer o braço girar e manter o osso do braço bem conectado à escápula (osso que conecta os membros superiores ao tronco). Quando ocorre a lesão do manguito rotador, significa que houve uma distensão ou ruptura dos tendões desses músculos.

Essa lesão pode ocorrer:

- Por um trauma;

- Degeneração ligada à idade avançada;

- Falta de irrigação de sangue nos músculos;

- Levantar objeto pesado;

- Uso excessivo do ombro em exercícios;

- Trabalhos manuais.

Os sintomas aparecem após um movimento ou trauma específico, geralmente as dores duram por meses e os pacientes não procuram um ortopedista. A dor nem sempre é no ombro, algumas vezes é no braço, pescoço e/ou coluna cervical, por isso é muito importante procurar um médico para que a região lesada seja devidamente localizada e a lesão seja tratada. Normalmente sente-se fraqueza no braço e dores noturnas que causam dificuldades para dormir.



Para diagnosticar o local exato da lesão, primeiramente é feito um exame físico, onde o paciente faz movimentos rotatórios com o braço e o médico vai pedindo relatos das características da dor. Em casos de queda, o médico pede um Raio-x para constatar se houve ou não fratura.

Dependendo do resultado o médico pede:

- Uma artografia, que é um raio-x tirado após ser injetado um contraste na articulação do ombro;

- Ressonância Nuclear magnética (RNM);

- Artroscopia, uma cirurgia onde é inserido um instrumento pequeno na articulação do ombro para que o médico visualize o manguito rotador.

O tendão desses músculos pode inflamar ou romper parcial ou totalmente e o tratamento vai depender da gravidade da ruptura e da dor. Se a ruptura for incompleta, vai cicatrizar sozinha, desde que não interfira nas atividades do dia a dia da pessoa.



Durante o tratamento o paciente vai conquistar uma postura correta, descansar os ombros, fazer compressas de gelo de 2 ou 3 vezes ao dia e tomar anti-inflamatórios prescritos pelo médico.

A Fisioterapia Ortopédica é a que auxilia no tratamento da lesão do manguito rotador. O fisioterapeuta faz exercícios para diminuir a inflamação, amenizar a dor e fortalecer os músculos. Tudo com o objetivo de que o paciente retorne brevemente às suas atividades, tendo a maior segurança para realizá-las. O retorno antes do tempo pode agravar a lesão e causar um dano permanente. O tempo será determinado pelo profissional de acordo com a reabilitação do paciente.

Para que não ocorra novas lesões os músculos e tendões devem estar sempre bem fortalecidos e alongados.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O fisioterapeuta e goleiro Laércio Buranello deseja um feliz 2017.



Em 2017 mais postagens sobre a fisioterapia e sobre a carreira do goleiro Laério Buranello.
In 2017 more posts about physiotherapy and the career of goalkeeper Laério Buranello.
Более 2017 г. постов на физиотерапию и карьере вратаря Laério Buranello.
En 2017 plus de messages sur la physiothérapie et la carrière du gardien Laério Buranello.