terça-feira, 18 de julho de 2017

A verdade que você precisa conhecer sobre o Ácido Lático.


Você sabia que por muitos anos foi comum acreditar que dores musculares eram causadas pelo aumento da produção de ácido lático? Acontece que mais uma vez, a ciência desbancou essa crença.

A queimação que você sente enquanto se exercita é sim causada pelo ácido lático, entretanto, o seu corpo trata de eliminá-lo muito rapidamente.

É importante você saber que, na verdade, o ácido lático é um combustível do seu músculo, e não um catabólito como se pensava.

Vamos entender como isso funciona: o seu músculo produz ácido lático da glicose, que por sua vez é direcionado para a sua mitocôndria. Então, quanto mais em forma você estiver, mais adaptado o seu músculo vai estar para usá-lo. Ou seja, quanto maior o seu músculo estiver mais mitocôndrias você terá e seu sistema de queima de ácido lático ficará mais eficiente.

As dores musculares pós-exercício ocorrem devido à inflamação decorrente de lesões microscópicas nas suas fibras musculares.

Evite analgésico como tratamento

Não é aconselhável usar analgésicos como a Aspirina e o Ibuprofeno, por exemplo, para tratamento de dores musculares. A um longo prazo, esses medicamentos podem comprometer a permeabilidade da mucosa intestinal permitindo que bactérias e enzimas digestivas entrem na corrente sanguínea.

Os indivíduos que usam esse tipo de medicação antes de treinar podem estar comprometendo a absorção de nutrientes importantes, tornando mais difícil o desenvolvimento muscular.

Como prevenir naturalmente as dores pós-exercício

Para que você alcance o resultado desejado sem sofrimento ou tratamento errado, é muito importante que você:

1) tenha uma alimentação adequada ao seu tipo metabólico;
2) procure se exercitar corretamente;
3) tenha tempo correto de descanso e recuperação; e
4) faça uso da crioterapia (gelo).

O cuidado e nutrição dos seus músculos

Com o objetivo de fortalecer sua musculatura criando tecidos mais resistentes à inflamação, há importantes fatores na nutrição do exercício que você precisa conhecer e adotar. Tome nota!
1) Consuma gorduras saudáveis, proteína em moderação e pouco carboidrato;
2) Reduza ao máximo os açúcares, mesmo os sport drinks e a barras energéticas;
3) Faça uso da quantidade adequada de aminoácidos essenciais, especialmente a leucina;
4) Respeite o intervalo correto de refeições pós-treino. Você deve se alimentar de 30 a 120 minutos após o treino, sendo que quanto antes melhor, pois a janela de assimilação de protéica acontece nesse intervalo;
5) Evite frutose no pós-treino, pois ela reduz a habilidade de produção do hormônio do crescimento (HGH). O HGH é fundamental na reparação tecidual e se o seu nível for baixo certamente você terá dores pós-treino.

Suporte nutricional para dores musculares causados pelo exercício

Saiba como se comportar em caso de dores musculares causadas pelo exercício. Abaixo listo algumas soluções práticas e muito vantajosas para você.

1) Gengibre: analgésico natural capaz de reduzir a dores musculares em 24%;
2) Curcumin ou Turmeric: reduz a dor e a inflamação e melhora a mobilidade;
3) Ômega 3: gordura benéfica com alto efeito antiinflamatório, assim como benéfica para o coração;
4) MSM: muito usado em dores articulares, melhora o metabolismo e reduz a inflamação;
5) Astaxantina: potente antioxidante que reduz a dor e acelera a recuperação tecidual;
6) Arnica: foi demonstrado que reduz dores musculares por exercício.

Referências Bibliográficas:
– J. Strenght Conditioning Research. March 21, 2013
– J. Int. Soc Sports Nutr. 2010
– Adv. Exp. Med. Biol. 2007
Fonte:
http://www.drrondo.com/a-verdade-que-voce-precisa-conhecer-sobre-o-acido-latico/

domingo, 7 de maio de 2017

Ventosa Terapia: Tratamento Para Dores, Estresse e Desintoxicante



Uma técnica muito antiga que se tornou popular como uma alternativa minimamente invasiva para desintoxicar o organismo, reduzir dores, desconfortos, estresse e tudo o que tenha a ver com o alinhamento da energia. É praticada em sessões com um profissional que usa algumas taças de vidro ou plástico para aderi-las em diferentes áreas do corpo.

A terapia de ventosas como é chamada é uma técnica muito antiga, por meio da qual uma ventosa faz um efeito de vácuo sobre o corpo sugando a pele e o músculo (ou parte dele) e, portanto, abrindo os poros e mobilizando a circulação sanguínea e linfática do corpo.

A ventosa terapia é muito antiga e se expandiu em diferentes culturas. Acredita-se que no Egito (2200 aC) e na Índia a Medicina Ayurveda, utilizava a prática médica com ventosas. Também existem registros na Grécia com Hipócrates (400 aC) que foi quem se sabe que deixou as primeiras indicações detalhadas sobre a utilização desta terapia e mais tarde médico como Galeno a moldarão em forma de textos médicos. Nos países árabes se chamava Hijama e as culturas primitivas xamânicas utilizavam as ventosas para sugar o espírito causador da doença no corpo.


Mas sua maior referência está associada com a medicina tradicional chinesa (existe há mais de 3000 anos), onde se utiliza muito comumente em pessoas de todas as idades.

Ventosa Terapia: Tratamento Para Dores, Estresse e Desintoxicante
Como Se Pratica A Ventosa Terapia

O tratamento requer um ambiente calmo e relaxado, onde ocorrerá a sessão de ventosa terapia. É feito mediante a aplicação de copos de vidro ou de plástico (são taças chinesas), em forma de ventosas. São aquecidas com fogo para consumir o oxigênio que está dentro da ventosa e imediatamente aplicada sobre a pele antes que volte a entrar mais oxigênio. Isto é feito com uma pinça colocando um algodão cheio de álcool, em seguida, pega fogo e rapidamente se introduz no vidro. Retira-se o calor que fica aprisionado no interior do copo e ali você pode colocar sobre a pele.

Desta maneira, se gera o vácuo que permite colocá-las em determinados pontos energéticos do corpo sem que caiam. A sucção que exercem as ventosas é o que consegue desbloquear os pontos energéticos obstruídos para restaurar o fluxo de energia e ajudar o paciente a desintoxicar o seu organismo durante cada sessão.

Se pratica como um método de medicina alternativa e em SPA sempre orientada por um profissional que geralmente a acompanha com massagens.

Outros Benefícios Da Ventosa Terapia

Esta terapia é segura e confortável, nada invasiva nem dolorosa e muito semelhante a uma sessão de massagens. Adapta-se a todas as pessoas, já que ajuda a melhorar muitos problemas de saúde, como dor muscular, fadiga, artrite, prisão de ventre, alergias, asma, problemas de pele e tratamento da dor em geral. Também funciona para tratar a celulite, a mobilização da gordura localizada, regula e melhora as funções do sistema nervoso, aliviam o estresse, ansiedade, dores nas costas e ajuda com a depressão, entre outros.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

sábado, 25 de março de 2017

Fraturas por Stresse.



As fraturas de stress, que outrora eram quase que exclusividade de atletas de alta “performance” e militares têm se tornado lesões cada vez mais comuns entre esportistas.  O que se têm observado nas clínicas de medicina esportiva é que esportes como o Triatlhon, corrida de montanha, maratona, ultra-maratona e demais esportes de endurance, fazendo com que o atleta ultrapasse a resistência fisio-histológica do osso e também por esgotamento muscular (esforço excessivo) com a falta de absorção de impactos acumulativos. Invariavelmente, os músculos fadigados transferem a sobrecarga do stress para o osso ocorrendo a fratura por stress.

A participação feminina em atividades atléticas cresceu enormemente neste último quarto de século. Hoje, as mulheres constituem mais de 40% de todos os corredores de rua. Essa participação aumentada resultou em uma incidência maior de lesões por overuse. As fraturas por estresse são lesões por overuse comuns observadas em corredores do sexo feminino e masculino. Essas lesões afetam atletas em uma ampla variedade de atividades esportivas. Estudos têm mostrado resultados que indicam que as mulheres têm mais fraturas por stress do que os homens. Muitos ortopedistas atribuem este fato a uma condição conhecida como “a tríade da atleta feminina”:

desordem alimentar (bulimia ou anorexia);

amenorréia (ciclo menstrual ausente);

osteoporose.


Quando a massa óssea da mulher diminui, aumentam as chances de ocorrer uma fratura por stress.

Mas, afinal, o que é fratura por stress?

As fraturas por stress são fissuras microscópicas dos ossos, causadas por uma soma de quantidade de impacto. Esse esforço físico repetitivo aumenta as solicitações ósseas, que quando ultrapassam a resistência normal, ocorre a substituição da deformação elástica pela deformação plástica, isto é, não há retorno à situação anterior e, caso as exigências continuem, instalam-se microfraturas, prevalecendo então a reabsorção óssea. Nesta fase da evolução, tem-se uma alteração fisiológica, a fratura, no entanto sem aparente comprometimento anatômico).

Por que acontecem?

As fraturas de estresse podem se originar de um aumento muito rápido da intensidade, volume ou mesmo de uma mudança no tipo de treino (essa é a  principal causa.).

Para cada milha que um corredor percorre, mais de 110 toneladas da força devem ser absorvidas pelos pés. Os ossos não são feitos para absorver muita energia e os músculos agem como absorventes de choque adicionais. Mas, quando os músculos se tornam cansados e param de absorver a maioria da energia, as quantidades mais altas de choque vão para os ossos.

O osso envolvido é submetido a uma carga excessiva sem o devido respeito aos princípios de progressão e repouso, e inicia-se uma fratura da parte mais interna do osso (trabéculas ósseas), que pode, se não tratado, progredir para uma fratura completa (incluindo a cortical).

O que se sente?

A fratura por stress tem geralmente uma lista estreita dos sintomas:

uma área generalizada de dor no membro acometido,

enfraquecimento e dor ao pisar (carga);

edema e equimose (roxo) são raros.



Como o médico faz o diagnostico?

Em geral, o raio X em geral é normal. 80% das fraturas de estresse não são evidentes nas radiografias, salvo nas fases tardias, onde tanto o traço de fraturas, quanto o calo ósseo podem aparecer.

São necessários para confirmação diagnóstica os métodos como ressonância magnética (RM- figura 1) ou cintilografia óssea, que apresentam uma boa sensibilidade. A cintilografia óssea detecta a fase inicial da patologia, cerca de 95% dos casos em menos de 24h da lesão.

Embora a maioria destas lesões sejam resolvidas com tratamento conservador simples, ou seja, não-cirúrgico, uma corredora com uma fratura por estresse pode perder performance por estar afastada do esporte. Em casos raros, estas lesões podem ser mais graves e necessitam de intervenção cirúrgica, que podem ameaçar a carreira desta atleta.

Embora a etiologia, o diagnóstico, e tratamento de fraturas por estresse sejam semelhantes em mulheres e homens, há questões específicas que afetam o sexo feminino, principalmente sua incidência que, segundo alguns autores, pode chegar a ser até 15 vezes mais frequente que no sexo masculino, principalmente em corredoras iniciantes.

As fraturas por estresse mais comumente afetam a extremidade inferior, sendo a tíbia o local mais afetado em ambos os sexos. Porem, nota-se maior prevalecia de fraturas por estresse do colo do fêmur, metatarsos, e da pelve em mulheres do que em homens.

(figura 1)- Ft estresse da tíbia. As setas em vermelho mostram a área de micro-fraturas

(figura 2): exemplos de ft estresse. Na seta azul, uma fratura de estresse a tíbia e, na vermelha na base do 2.o metatarseano.


Como se trata?

O tratamento é conservador, com repouso relativo, isto é, afastado de toda e qualquer atividade de impacto podendo o atleta realizar atividades na água e exercícios de fortalecimento e alongamento para manter sua condição muscular e cárdio-respiratória.

Nas fraturas severas por stress, a cirurgia pode ser necessária para adequada readaptação e redução anatômica apropriada. O procedimento pode envolver fixação do local da fratura, e a reabilitação feita numa média de seis meses.

Havendo melhoria de sintomas, passa-se a fase preventiva, incluindo:

1- Calçado adequado: com bom amortecimento e o descanso apropriado podem evitar este tipo de lesão.

2. Treinamento da força de músculo para ajudar dissipar as forças excessivas transmitidas aos ossos. Em alguns casos, um estimulador eletrônico pode ser usado. Eletromagnética estimula o osso fazendo com que o osso coloque para fora mais energia, fortalecendo-o.

3. Aumento lento de  qualquer atividade esportiva nova. Por exemplo, não comece a correr sete/ oito quilômetros por dia. Corra em dias alternados e distância pequena.

Intensidade e aumento do treino recomenda-se um acréscimo de até 10% semanal. Isto permite que os ossos se adaptem ao stress adicionado assim podendo suportar no futuro quantidades maiores de stress;

4. Alongamentos ajudam também a construir mais força muscular nos pés;

Aumentar a ingesta de cálcio e da vitamina D, dependendo do indivíduo;

Também é importante monitorar a alimentação, porque a nutrição tem papel vital no desenvolvimento do osso. Determinados indivíduos têm maior risco de osteoporose.

Fonte: http://adrianoleonardi.com.br/fraturas-de-estresse/